cobogós de concreto estrutural

Cobogós de concreto estrutural ou cobogós decorativos? Veja qual escolher para cada projeto

Descubra as diferenças entre os tipos de cobogó e saiba qual modelo aplicar com segurança no seu projeto

A busca por cobogós de concreto estrutural e modelos decorativos reflete a versatilidade de um elemento vazado que se consolidou como uma das maiores contribuições do design brasileiro para a construção civil. Contudo, confundir a função primária desses dois tipos de peças pode comprometer a estabilidade do conjunto ou gerar custos desnecessários no orçamento.

Embora ambos compartilhem a capacidade de integrar ambientes, otimizar a iluminação natural e favorecer a ventilação cruzada, a diferença reside na capacidade de suportar cargas além do próprio peso. Ao projetar fachadas, divisórias ou muros, o profissional precisa analisar fatores como as forças atuantes e as exigências do ambiente antes de definir o item que realmente irá usar.

É um projeto seguro, funcional e visualmente marcante que você busca? Então, leia o conteúdo a seguir.

Os cobogós de concreto estrutural são desenvolvidos com traços de concreto de alta resistência, menor porosidade e, em muitos casos, geometrias que permitem a passagem de armaduras de aço e o preenchimento com graute. 

Essa configuração confere às peças a capacidade de absorver esforços de compressão e momentos fletores, tornando-as aptas para compor paredes estruturais e painéis autoportantes de grandes dimensões.

A utilização desse tipo de peça é especialmente indicada para fachadas externas expostas a fortes pressões de vento, muros de divisa de grande altura e fechamentos que precisam integrar o sistema estrutural primário da edificação: quando o projeto prevê uma parede vazada que não conta com vigas e pilares intermediários para travamento a cada poucos metros, o componente estrutural assume o papel de garantir a estabilidade global do painel. 

A precisão dimensional dessas peças é rigorosa, garantindo que o assentamento mantenha o esquadro perfeito e a transferência uniforme de tensões ao longo da alvenaria.

Além dessa resistência mecânica, esse tipo de artefato de concreto mantém as propriedades de conforto térmico e iluminação indireta características do conceito original. Em outras palavras: as aberturas calculadas permitem a passagem do fluxo de ar, enquanto a massa de concreto denso oferece excelente inércia térmica, retardando a troca de calor entre o meio externo e o interior da edificação.

Por outro lado, os cobogós de concreto voltados para fins decorativos e de vedação priorizam a leveza, a plasticidade das formas e a riqueza dos detalhes visuais. Embora sejam fabricados em concreto pré-moldado resistente, essas peças não são dimensionadas para receber cargas verticais provenientes de lajes, telhados ou pavimentos superiores. Sua função, portanto, é:

  • Fechar vãos
  • Delimitar espaços
  • Proporcionar privacidade sem criar uma barreira opaca contra a luz e a brisa

Esses modelos são ideais para divisórias internas entre salas, áreas de serviço, corredores, jardins de inverno e detalhes arquitetônicos em fachadas que já contam com uma estrutura principal de concreto armado ou aço. E, por não precisarem comportar grandes espessuras para absorção de cargas estruturais pesadas, os cobogós decorativos apresentam uma variedade muito maior de desenhos geométricos, florais e abstratos, permitindo que o arquiteto brinque com jogos de luz e sombra de maneira extremamente personalizada.

A instalação dessas peças, porém, requer cuidados específicos no travamento horizontal e vertical. Como não possuem função portante, as paredes decorativas de grande extensão precisam ser ancoradas em pilares, vigas ou quadros metálicos adjacentes, garantindo que o painel não incline ou colapse sob a ação de impactos acidentais ou vibrações da estrutura principal.

Ao comparar as duas opções para tomar a decisão correta no seu projeto, portanto, esses são os critérios de seleção que devem ser analisados:

  • Função na edificação: defina se a parede receberá cargas estruturais ou se atuará apenas como fechamento leve;
  • Cargas de vento: avalie a exposição do painel em fachadas altas, onde os modelos estruturais oferecem maior rigidez;
  • Complexidade do desenho: escolha peças decorativas quando o objetivo principal for o apelo estético detalhado e a leveza visual;
  • Necessidade de grauteamento: verifique se o projeto exige a passagem de vergalhões de aço pelo interior do painel vazado.

Subdimensionar o elemento vazado e utilizar uma peça puramente decorativa em um local que exige resistência estrutural pode resultar em fissuras graves, trincas nas juntas de assentamento e até colapso do painel. Por outro lado, utilizar peças estruturais densas em uma simples divisória interna de apartamento pode gerar sobrecarga desnecessária na laje e elevar o custo unitário do material sem que haja qualquer ganho funcional.

A análise do ambiente em si e a consulta ao projeto estrutural são passos indispensáveis que você deve dar. 

Isso porque em regiões litorâneas ou locais sujeitos a ventos fortes, por exemplo, mesmo os painéis de vedação podem se beneficiar da robustez dos elementos estruturais. Já em projetos residenciais de escala menor, onde os cobogós atuam como divisores de ambientes integrados, o modelo decorativo entrega a solução ideal com menor peso próprio e montagem mais ágil.

Elementos produzidos com dosagem incorreta de insumos, cura inadequada ou fôrmas desgastadas apresentam variações de medida que dificultam a paginação, aumentam o consumo de argamassa e comprometem a resistência final, seja ela estrutural ou de vedação.

Então, para assegurar que o seu projeto conte com o máximo desempenho, qualidade e acabamento impecável, escolha uma empresa que seja referência na criação destes artefatos, como a TCCON.

Nossos cobogós de concreto atendem rigorosamente às normas de qualidade e às exigências da engenharia, sendo produzidos com matérias-primas selecionadas, processos industriais controlados e entregas pontuais. Solicite aqui seu orçamento, e não deixe de conhecer também os outros artefatos de concreto que compõem nosso portfólio.